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Críticas ao conceito de natureza, ao ambientalismo e ao veganismo em tempos de capitalismo (2009)

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   CRÍTICAS AO CONCEITO DE NATUREZA, AO AMBIENTALISMO E AO VEGANISMO EM TEMPOS DE CAPITALISMO. Por que é que o sofrimento dos animais me comove tanto? Porque fazem parte da mesma comunidade a que pertenço, da mesma forma que meus próprios semelhantes.  Émile Zola Nota preliminar O presente ensaio é uma revisão de 2009 do ensaio escrito em 2005 intitulado “Reflexões sobre os movimentos “ambientalistas”, de “libertação animal” e “veganos”  sob a ótica do conceito de “natureza” em tempos de capitalismo” realizada para a publicação do zine-livro “Escritos Éticos & Picaréticos”. Introdução A proposta do presente artigo é discutir algumas questões referentes à prática vegana no mundo contemporâneo. O veganismo é um modo de viver que exclui o consumo de produtos advindos da exploração de animais. Isto é, advindos da posse e uso de animais para o interesse humano. Estende-se não só à alimentação, mas também às roupas, produtos de higiene ou limpeza, diversões, etc. Em ...

Nota sobre as Universidades

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  O monstro acomoda com facilidades os seus críticos, deixando-os confortáveis em seus próprios mundos.  Exemplo? Universidade. (Retirado da introdução do volume 0 do Zine-livro Escritos Éticos e Picaréticos - Volume nunca publicado)

O Poder da Comunidade (Conto, 2009)

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O Poder da Comunidade I Em Outubro deste ano, o magnânimo prefeito, aclamado por seus eleitores, fez uma grande reforma nas praças públicas da cidade. Com o apoio da iniciativa privada e os honestos trabalhos de uma empresa privada corretamente licitada, ousou sonhar com novos centros públicos. Todas as grandes praças da cidade passaram por imensas reformas. Novos gramados, novas mudas de árvores, limpeza dos lagos e novos bancos.  Os novos modelos dos bancos eram a grande sensação. Importados da Europa, pelo que disse o noticiário televisivo. Foram inteiramente pagos por grandes empresas bancárias, que levam seus louváveis nomes em pequenas placas junto aos bancos. Como previsto, recorrendo a infames tentativas de humor publicitário como “o banco que apoia seu banco” ou “nosso banco está sempre pronto pra te apoiar”. Eram bancos com a mais nova tecnologia para a comodidade dos transeuntes, com curvas para encaixar os glúteos e braços individuais que impedem que a pessoa sentada ao...

Oswaldo, o Intelectual Literato (Conto, 2009)

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Oswaldo,  O Intelectual Literato I Procurei por toda a biblioteca por uma mesa que estivesse longe de alguém teclando em um maldito computador portátil. Não achei. Sentei na última mesa, encostado na parede do fundo. Ao meu lado, o ar condicionado zumbia fortemente. Meu ouvido direito doía. Coloquei meus fones de ouvido, ainda que desconectados de qualquer fonte sonora, apenas para abafar os ruídos. Não adiantou. Resolvi não prestar atenção e começar a escrever. Em poucos minutos minha cabeça doía, mas o texto ficava de meu agrado. Resolvi não mudar de mesa para não perder a inspiração. Virei escritor há duas semanas. O bom da literatura é que se pode defender ideias sem necessariamente concordar com elas. Nem mesmo é necessário fazer parecer que se possui qualquer ideia com a qual se concorda. Não preciso justificar meus métodos, nem aderir a uma orientação teórica. Há oito semanas deixei de ser acadêmico. Há duas semanas virei escritor. Há uma semana acabei meu primeiro conto. O ...

Da ineficácia revolucionária (2009)

Da ineficácia revolucionária Dennis Zagha Bluwol, 2009 Se houvesse compaixão, A revolução seria A mais simples Ação

Corda bamba (2009)

Iniciam te criticando por viver sem perceber que estás na corda bamba. Aí te fazem ver que estás na corda bamba, Para que possas rir mesmo estando na corda bamba. So What?

Por que escrever?

Este é meu periscópio. Não um que paira, mas um que convive imerso.  Escrever é viver criando novas possibilidades de vida. Não é criação teórica.  Por mais sujo, ríspido, triste ou angustiante que pode ser um texto, não é em nome da sujeira, rispidez, tristeza ou angústia. É por almejar algo outro.  Pode ser uma revelação de loucuras para negativar a perigosa ilusão da estaticidade. Pode também vomitar insanidades para negativar nossa calamidade. Quantas ilusões são necessárias para formar uma humanidade?