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Aprimoramento ético: a razão basta? O caso do veganismo

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  Aprimoramento ético: a razão basta? O caso do veganismo Rumino em vão O reinado do absurdo Trança a razão Acredito que a melhor forma de se criar balizas éticas coerentes é pelo exercício da razão, buscando-se as melhores maneiras para que geremos a mínima imposição possível de sofrimento e aliviemos o máximo possível de sofrimento desnecessário ou injustificável. Esse esforço criou, por exemplo, argumentos de enorme coerência e validade para justificar a necessidade ética do veganismo no mundo contemporâneo. Esses argumentos têm sido compartilhados (com diferentes graus de qualidade) por filósofos, educadores veganos e ativistas nas últimas décadas. Contudo, mesmo que consideremos apenas aqueles divulgadores do veganismo que expõem seus princípios de forma lógica e didática (não considerando os diversos péssimos divulgadores que já representaram o veganismo nos debates públicos), seus resultados sempre foram absolutamente menores do que o desejado. É comum que após uma apres...

Ordem da certeza (Haikai)

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Ordem da Certeza: Ao coração do mistério, As egoicas lanças.  

Rumino em vão (Haikai)

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  Rumino em vão O reinado do absurdo Trança a razão

Sobre meios e fins: meandros e margens

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Meios: manifestações de meandros. Fins: manifestações de margens. Quando meandros se tornam fins, podem: a)     Se empoderar ao ponto de transcender margens válidas, abrindo-se a comporta do descalabro ético; b)     Margear a mente humana, represando-a. Neste caso, a consciência reduz-se à navegação compulsiva por meandros. Um exemplo: quando a linguagem eclipsa o mundo. Quando margens se tornam meios, bloqueando meandros válidos, opera-se uma função de redução, e rios tornam-se poças. Trata-se de prática comum nas operações das ideologias, das tradições e da busca hedonista. Revisão de ensaio de 2020

Opção vegana?

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  Uma das ideias popularizadas nos últimos anos, como consequência dos esforços do ativismo vegano (e a percepção das empresas de que veganos podem ser um nicho de mercado a ser explorado), é a da existência de “opções veganas”, seja em cardápios de restaurantes, seja dentre os produtos de uma marca. Com isso, normalizou-se a ideia de que ser vegano seria apenas uma opção individual, tal como escolher comer macarrão ou lasanha. Em suma, passado o período em que o veganismo foi um movimento de oposição enérgica ao absurdo moral do carnismo contemporâneo, a sociedade parece ter abraçado a “opção vegana” como mais uma das possibilidades atuais de manifestação dos gostos e identidades individuais. (Para ser mais acurado, o próprio termo "vegano(a)", fortemente ligado a uma postura ética, parece ter sido apagado e diluído no estranho termo "plant-based" - uma traquinagem de marketing). Comer ou não comer animais se tornou, então, apenas uma questão de gosto, de escolha. ...

A revolução da lâmina (Poema)

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  A revolução da lâmina, Em bruto sarcasmo existencial, Obra-prima de infernais cunhadores de palavras, Intrinsecamente subverte O animal nela contido. Revisão de poema presente na crônica " O animal e a lâmina " (2013)

Razão e Prudência (Haikai)

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Razão e prudência: Ao cortarem os cordéis, Minguam titereiros.