Postagens

POR UMA GEOGRAFIA NÃO ESPECISTA

  Escritos geográfico-panfletários * Número 02 POR UMA GEOGRAFIA NÃO ESPECISTA Dennis Zagha Bluwol Discutimos no curso de Geografia: a humanidade é também natureza. Tudo faz parte da natureza. Discutimos também: vivemos em um modo de produção onde a humanidade é explorada por uma minoria de seus próprios integrantes. Comentamos: o “meio-ambiente” é explorado também neste processo. Mas não discutimos: o mesmo processo que explora humanos e o que eles consideram ser “recursos naturais” explora também outros animais não humanos, que possuem, em semelhança ao humano, a capacidade de sentir dor, incomodo, prazer e desprazer. E mais: não possuem apenas sensibilidade, mas também certa consciência destas sensações: são sencientes. Assim, tais animais sofrem atrocidades inenarráveis. Bilhões deles, constantemente. Um número gigante de atrocidades, de imposição de dor, desconforto, separação da família, do convívio social padrão de sua espécie, de seus comportamentos comuns, torturados...

John Cage Meets Sun Ra

Há dias que são como ouvir John Cage Meets Sun Ra. Mas não são todos. 

Uma Geografia do Cinema: imagens do urbano (dissertação de mestrado, 2008)

Uma Geografia do Cinema: imagens do urbano Dissertação de mestrado, 2008 Link:  https://drive.google.com/file/d/1NYkd9T0OT8bwtO8ceGx19yaq4IPEXpMS/view?usp=share_link

COEXISTINDO: o lugar que somos, criamos e compartilhamos

  Escritos geográfico-panfletários * Número 01 COEXISTINDO: o lugar que somos, criamos e compartilhamos.   Dennis Zagha Bluwol   É nítida a sensação de aprisionamento vivida pelos angustiados habitantes dos centros urbanos, seja na cidade ou no campo. Angustiados, a meu ver, por sentirem-se cada vez mais apartados, alienados daquilo que dá sentidos à vida. Alienações em relação à própria geograficidade corporal, limitação de movimentos, de interação; alienações em relação ao contato com o outro, animal humano ou não-humano, no perceber-se construindo os lugares conjuntamente; alienações em relação a nossas infinitas conexões com todo o resto da natureza, com os próprios fundamentos dos lugares, com a existência (com o mesmo direito que nós de existir livremente) de tantas outras espécies animais, vegetais, tantos processos e ciclos, tantas conexões, colaborações e competições... Criar novos modos de ser da humanidade exige conscientizar-se de nossa geograficidade,...

Análise de Geograficidades Fílmicas Como Forma de Discutir Aspectos da Geograficidade do Mundo Urbano Contemporâneo: o exemplo de “O Processo” de Orson Welles (ENG, 2008)

Análise de Geograficidades Fílmicas Como Forma de Discutir Aspectos da Geograficidade do Mundo Urbano Contemporâneo: o exemplo de “O Processo” de Orson Welles ENG, São Paulo, 2008. Link:  https://drive.google.com/file/d/1rw9VHL1y3gUPiFbl9WV_pUyo12oZLk8V/view?usp=share_link

Desgraças e percepções

A quantidade de desgraças, alienações, enganações, distorções, conceitos falsos ou impróprios, corrupções, egoísmos e maldades é tão grande, com uma imbricação tão profunda entre as mazelas e uma perda tão abismal de suas origens, que qualquer tentativa de mudança objetiva da realidade se torna facilmente extremamente parcial e superficial. Não acreditando em mudanças milagrosas e metafísicas, mas defronte à ineficiência das possibilidades de mudanças objetivas e concretas, cabe acreditar que as mudanças necessárias são antes de percepção, de sensibilidade. Elas podem gerar inquietações e novas vontades de transformação, gerando assim a possibilidade real de mudanças concretas. Romantismo ainda assim?  15/03/2008 - Num bar 

Poema impermanente (Poema, 2008)

Poema impermanente Dennis Zagha Bluwol, 2008 Para gerar um mundo, É preciso nele se germinar. Para gerir um mundo, É preciso nele se digerir. Concretando a concretude Nos concretamos no concreto E nos perdemos. Pois o eu, iludido, crê-se, Mas o ser não sendo aponta Para o fundamento de ser.